Após longos dias de ausência, senti saudade de escrever… saudade de voltar às minhas origens e de voltar a sentir o que sinto quando escrevo aqui… neste mesmo espaço…
Sei que é difícil de perceber… mas não há outro espaço em que me sinta contente de ver os meus textos publicados…
Desta vez decidi não escrever sobre um tema de interesse geral… é um tema meu… uma dúvida minha que me atormenta há séculos infinitos e que teima em voltar a cada hora que escrevo…
É incrível que haja no silêncio um conforto para a nossa alma… Como é que algo que tantas vezes nos intimida e nos provoca cócegas na barriga nos faz, outras vezes, unicamente ficar relaxados e conseguir aprender, pensar, refletir…
É no silêncio que me encontro… no silêncio de mim, de ti, de toda a gente… não quero ouvir ninguém a falar… não quero ouvir nenhum som, nenhuma música, nem sequer a minha mãe a chamar por mim incessantemente até eu responder…
Desta vez, se for mesmo necessário, tapo os meus ouvidos, escondo-nos nas profundezas do infinito escuro e tapo a tampa que me leva de novo para a realidade, para não ser encontrada. Quero desaparecer, mas, no entanto quero viver… Sinto-me presa…
Por outro lado, sei que se torna difícil aos meus amigos encarar-me assim…
Por isso, à sua frente mostro-me feliz… eterna… jovem… simpática… e sempre com uma piada a mais para soltar que, por mais sem graça que seja, provoca no mínimo, o à-vontade que quebra o gelo… e só isso, já me faz contente … porque sei que nesse momento sou eu … o eu que conheço de mim, só e unicamente …
Por isso, à sua frente mostro-me feliz… eterna… jovem… simpática… e sempre com uma piada a mais para soltar que, por mais sem graça que seja, provoca no mínimo, o à-vontade que quebra o gelo… e só isso, já me faz contente … porque sei que nesse momento sou eu … o eu que conheço de mim, só e unicamente …




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